Mercedes SL

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As primeiras fotos do novo Mercedes SL. Um carro que estará à venda entre nós no primeiro semestre de 2012 e que celebrará um facto histórico e pouco lembrado: cumprem-se em Julho de 2012 exactamente 60 anos sobre a primeira vitória de um carro alemão nas 24 Horas de Le Mans. E qual foi esse carro? Um 300 SL!

Esta sexta geração do Mercedes SL promete, segundo os responsáveis da marca alemã, ser muito diferente dos anteriores. Pelo menos tecnicamente, já que no estilo a receita é mais evolutiva que revolucionária, utilizando muito daquilo que já é conhecido do SLK e até do mais poderoso e elitista SLS. Ou seja, apenas os pormenores diferenciam a nova geração SL.

O grande avanço deste SL é mesmo a plataforma, pois este será o primeiro modelo de produção em série da Mercedes a utilizar quase exclusivamente o alumínio na sua construção. Feita a partir de uma mistura de alumínios tratados de diversas formas – extrudido, moldado a frio, a vácuo e a quente ou estampado – a super estrutura do SL consegue ser mais leve entre 125 a 140 kgs que o anterior modelo e com uma rigidez torsional superior em 20 por cento. Outra novidade da plataforma é a utilização de partes em aço em zonas mais críticas, tendo a Mercedes utilizado diversas técnicas para juntar os diversos painéis, consoante a maior oi menor exigência de rigidez. Assim, existem painéis soldados, outros colados e ainda outros que foram cimentados utilizando uma soldadura de fricção, o último grito tecnológico em matéria de soldadura e que assegura uma rigidez impressionante nestas junções. 

Na carroçaria, quase tudo é também em alumínio, sendo que a frente onde pontifica a enorme grelha é em plástico (para proteger os peões em caso de atropelamento), sendo o magnésio utilizado na antepara traseira e no tejadilho retráctil, e aço de elevada qualidade nos pilares A e nos rollbar traseiros, o que se compreende, pois o aço é muito mais eficaz na protecção em caso de capotamento.

No lado estético, o novo SL bebe muita influência no SLK e no SLS. Deste último herda mesma a enorme grelha dianteira e o desenho que ornamenta a face lateral, mantendo uma linha de cintura que liga os faróis dianteiros aos farolins traseiros, mais ou menos como sucede no SLK e no SLS. Diz a Mercedes que as superfícies limpas de vincos, arredondadas, e a tal linha de cintura subtil, têm como referência o SL “pagoda” dos anos 60 e o SL dos anos 70. A nós parece-nos muito mais com o SLS, mas são opiniões. Seja como for, a Mercedes reclama para o SL o título de carro aerodinamicamente mais eficaz do seu segmento, estabelecendo novos patamares para ruídos aerodinâmicos e refinamento do interior.

O SL terá como opcional o tejadilho Magic Sky Control e vai estrear o Magic Vision Control. Este sistema de alta precisão envia água para o párabrisas através de injectores colocados na borracha do limpa párabrisas, imediatamente antes de do movimento ascendente ou descendente da lâmina, evitando assim o desperdício e melhorando a visibilidade. Como opcional, o cliente poderá adquirir o sistema com a lâmina de borracha, os injectores, o líquido de limpeza e o reservatório aquecidos, para absoluta eficácia em territórios com severas condições atmosféricas.

Mas há mais coisas interessantes neste SL. Além do interior desenhado à imagem do SLS e do SLK, o novo modelo oferece ainda o Airscarfe já conhecido e mais uma novidade tecnológica, o sistema de áudio FrontBass. A novidade aqui é a aplicação dos altifalantes na antepara dianteira e não nas portas, o que graças à maior rigidez na localização e no suporte das colunas, reduz a ressonância por falta de rigidez e a distorção do som, ao mesmo tempo que a forma em cone da zona onde os dois ocupantes colocam os pés, é um perfeito e eficaz amplificador natural.

Referir que o SL, além do Magic Sky Control (que permite ter um tejadilho completamente transparente ou então ligeiramente mais escuro ou totalmente escuro) tem uma capota rígida com o chassis desta capora feito em magnésio para poupar cerca de 6 quilogramas e contribuir para o rebaixamento do centro de gravidade do veículo.

Olhando para as motorizações, o novo SL terá novos blocos V6 e V8 com grande eficiência em termos de consumos e emissões, com a Mercedes a reclamar uma redução dos consumos entre os 22 e os 29 por cento em relação ao actual SL. Para isso, o motor de entrada é o 3.5 litros com arquitectura de seis cilindros em V (SL 350) que debita 305 CV e um binário de 370 Nm. O motor é ligeiramente menos potente, mas como oferece mais binário e o SL está mais leve, o novo SL 350 é mais rápido dos 0-100 km/h com 5,9 segundos e cala todos os protestos sobre esta redução de potência com um consumo de 6,8 l/100 km!

O SL 500 utiliza o bloco V8 de 4.7 litros cpm dupla sobrealimentação, que lhe permite debitar 435 CV e um binário de 700 Nm, o que permite uma aceleração 0-100 km/h em apenas 4,6 segundos. Refira-se que ambos os motores estão equipados com a caixa de sete velocidades automática 7G-Tronic.

Outro ponto onde a Mercedes não mexeu muito em relação ao anterior SL foi na suspensão. Mantendo a opção de unidades independentes multibraços nas quatro rodas, foi aenas reafinada para conseguir o equilíbrio entre comportamento e conforto, mantendo o refinamento que celebrizou o SL. Ou seja, conferindo-lhe um comportamento de um Gran Turismo (GT) com uma pitada de desportivo. As molas de aço com amortecedores semi-activos são ser de série no SL350, com o sistema Active Body Control (que através de um controlo hidráulico, auto nivela o carro e controlo a altura ao solo) a ser oferecido como opção. A direcção passa a ter assistência eléctrica, sendo mais directa e com assistência variável.

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