Real Madrid

Mourinho em Barcelona à procura das soluções

Equipas com maior nível de receitas do Mundo decidem hoje à noite quem chega às meias-finais da Taça do Rei. Português criticado, Pep seguro.

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"Não sei". Um Barcelona-Real Madrid não cabe só em duas palavras, mas foi assim que José Mourinho, assobiado no Estádio Santiago Bernabéu após 4-1 ao Athletic Bilbao no fim-de-semana, respondeu à questão de quanto tempo ficará no clube. Mais de 400 milhões de euros de receitas de cada lado tornam catalães e merengues nos mais rentáveis do Mundo, mas esta noite, na 2ª mão dos quartos-de-final da Taça do Rei (21h00, Sport TV1), não é isso que está em causa. "Na Liga temos cinco pontos de vantagem sobre quem é considerado melhor do Mundo", disse Mourinho.

Estando em causa um só lugar para duas das melhores equipas do Mundo, há um choque mediático e de personalidades, dentro e fora do campo, antes, durante e depois do jogo, com os intervenientes directos e inúmeros observadores. "Não promovo clãs, nem crio divisões no balneário". Depois da derrota em Madrid no desafio da 1ª mão por 1-2, não pararam os comentários e notícias sobre mau ambiente na equipa e, se Mourinho respondeu desta forma, Sergio Ramos, a quem foi atribuída uma alegada discussão com o treinador português, também respondeu pela negativa, após um encontro com Florentino Pérez, líder do Real. "Nunca faltei ao respeito a um técnico", referiu o internacional espanhol no Twitter.

Na página oficial do clube merengue na Internet, Ramos e Casillas foram unânimes na afirmação: "Mourinho é o treinador ideal para o Real Madrid". O português diz que vive "um momento muito bom no clube". Então, e a saída? "Não fui eu quem falou disso, perguntem ao jornalista que o escreveu".

Sem ter sido penalizado após pisar uma das mãos a Messi no jogo de Madrid, Pepe, que pediu desculpa por um acto que considerou involuntário, "jogará se recuperar a tempo", avisou Mourinho, indiferente a ameaças de pressão sobre o jogador. 


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