Cinco Golos

Antes de Messi, nove conseguiram o feito

Décadas de 60 e 70 profícuas em jogadores de ‘mão cheia’, mas ainda assim uma raridade. Messi foi o primeiro a consegui-lo numa fase avançada da prova.

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Quando se acha que Lionel Messi, três vezes o melhor jogador do Mundo, já não consegue surpreender, eis que o ‘baixinho’ baralha e volta a dar. Esta terça-feira, decidiu fazer cinco dos sete golos com que o Barcelona bateu, em Camp Nou, um ‘arrasado’ Bayer Leverkusen.

Na verdade, na ‘era moderna’ da prova, Messi é o primeiro a fazê-lo. Tão raras são as vezes de acontecer, que ainda não foi inventada uma expressão. Há o bis, o hat-trick e o poker. E para aí. Mas, recuando até aos anos 60 e 70, na extinta Taça dos Campeões Europeus, encontramos nove jogadores que num só jogo fizeram uma mão cheia de golos.

No entanto, todas as ‘mãos cheias’ foram em fases preliminares ou nas primeiras rondas. Ainda ninguém o tinha feito numa etapa tão avançada da competição.

O primeiro feito foi conseguido em 1960. No 6-1 do Gotemburgo frente ao Linfield, o sueco Owe Ohlsson marcou cinco deles, num jogo ainda da fase preliminar.

Seguiu-se Mazzola, jogador do AC Milan. A vítima foi o Union Luxemburgo, no ano de 1963. Também nesse ano, o Ipswich deu 10-0 ao Floriana e a estrela foi o inglês Ray Crawford.Em 1965, o búlgaro Nikola Kotvov do Lokomotiv de Moscovo fez cinco golos no jogo contra os suecos do Malmo, na fase preliminar da competição.

O segundo foi o húngaro Florian Albert, em 1966, quando o Ferencváros venceu o Keflavik, ainda na primeira fase da prova.
No ano seguinte, o belga Paul van Himst contriubiu com cinco golos na vitória do Anderlecht sobre o Haka, na fase preliminar.

Em quarto aparece o mítico alemão Gerard Müller, quando o Bayern de Munique bateu o Omonia, na segunda ronda da prova, em 1973.

O primeiro foi o suíço Claudio Sulser. Na Taça dos Campeões, em 1978/79, o jogador do Grasshoppers marcou cinco dos oito golos com que venceram o Valletta. No computo das duas mãos, 13-3 foi o resultado final.

Em 1980, o dinamarquês Soren Lerby foi quem brilhou, num encontro da segunda ronda entre o Ajax sobre o Omonia (10-0).

Na década de 90 não houve. Passaram 32 anos até Messi aparecer e mostrar que ainda é possível surpreender o Mundo.


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