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Carlos Barbosa como Passos Coelho: "Há pieguice do Sporting"


Presidente do Paços de Ferreira entende que as queixas leoninas quanto à arbitragem de Jorge Ferreira servem para esconder outros males. Alusão a célebre expressão de Passos Coelho marca discurso de Carlos Barbosa em entrevista


carlos barbosa

A 7 de Fevereiro, Passos Coelho exortava os portugueses a não serem "piegas" face à delicada situação financeira que o país atravessa. A 21 de Fevereiro, Carlos Barbosa, presidente do Paços de Ferreira, recupera a célebre expressão para desvalorizar as queixas apresentadas pelo Sporting quanto à arbitragem de Jorge Ferreira no encontro diante dos castores.


Os leões enviaram uma exposição de dez decisões erradas para o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), destacando-se, na opinião da SAD verde e branca, quatro grandes penalidades que ficaram por assinalar e duas agressões a Fito Rinaudo e Ricky van Wolfswinkel que passaram sem admoestação disciplinar.

"Há mesmo alguma pieguice por estarem a defender tanto o jogo do Sporting e o facto de que ninguém se pode encostar a eles", atira Carlos Carlos Barbosa. e prossegue.

"É uma equipa jovem e, como eles dizem, são bebés, têm muito para crescer, mas o futebol é um jogo de contacto. No lance do Rinaudo, lembro-me que é uma jogada normal e ele é que mete mal o pé e faz a entorse. Não vejo razões para tanto alarido do Sporting. Entristece-me estarem a usar o Paços de Ferreira para justificar outros jogos menos bons do Sporting e, se calhar, algumas arbitragens", frisa o líder pacense.

Sublinhando a necessidade, porventura, do Sporting estar a "tentar esconder alguma coisa para desviar as atenções", Carlos Barbosa recorda os temas fracturantes que têm marcado a época para os lados de Alvalade.

"O Sporting começou a época com um boicote aos árbitros, depois foi o Domingos e agora com a entrada do Sá Pinto, com uma exibição paupérrima", remata.

"Sempre acreditei no valor do Paços de Ferreira"

A entrada de Henrique Calisto para o comando técnico da equipa da Mata Real representou a saída da equipa da zona de despromoção. 


Os castores respiram, agora, um pouco melhor, mas o presidente do Paços de Ferreira nunca perdeu a esperança na recuperação de um grupo que tem "valor".

"Sempre acreditei no valor desta equipa. Nós também nos podemos apegar ao início de época, somos das equipas mais penalizadas pelas arbitragens, nunca nos lamentamos disso, porque achavamos que tinhamos valor para dar a volta. Com a melhoria dos árbitros e das exibições, sempre acreditamos que sairiamos da zona aflictiva em que estavamos. Ainda não estamos a salvo, ainda não ganhamos nada, mas trabalhamos para ter melhores resultados", conclui.


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