Proteção dos árbitos

Estado assume proteção dos árbitros

Ministério da Administração Interna criou um plano de segurança para os árbitros.

O Ministério da Administração Interna criou um plano de proteção dos árbitros da primeira categoria, na sequência da divulgação dos seus dados pessoais na Internet, revelou hoje à Lusa fonte oficial da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF).

«Foi uma exigência da APAF. Temos a confirmação de que está em marcha um plano de segurança para os árbitros», disse à agência Lusa a mesma fonte, sem adiantar detalhes sobre a forma como está a ser aplicado pelas autoridades policiais nem por quanto tempo. 

A fonte garante que a APAF tem estado em «conversações intensas» com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e que foi através de um pedido deste organismo que os árbitros passaram a ser «alvos de medidas especiais de segurança» para que tenham «tranquilidade e integridade» na sua ação.

A APAF reafirmou a «defesa intransigente dos árbitros» e pediu «profilaxia» aos agentes desportivos, que «sabem que não ajudam em nada estas constantes declarações explosivas».

A mesma fonte garantiu que a APAF tem a garantia da FPF para a aprovação numa próxima Assembleia-Geral (AG) de um regime disciplinar mais punitivo para os agentes desportivos nas declarações sobre os árbitros, exigindo que os atuais regulamentos sejam cumpridos.

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Sobre a divulgação dos dados pessoais dos árbitros na Internet, a fonte oficial da APAF congratulou-se por já ter deixado de estar “online”, mas pediu que os «responsáveis sejam descobertos e punidos exemplarmente», salientando que um caso como este tem uma moldura penal até oito anos de prisão.

Na quarta-feira, o Diário de Notícias revelou que os dados dos 25 árbitros estavam disponíveis na Internet desde 17 de março e a APAF anunciou que o seu sistema informático tinha sido alvo de um ato de pirataria, indicando ter apresentado uma queixa-crime na Polícia Judiciária.

Embora reconheça que «este ambiente causa insatisfação nos árbitros», a mesma fonte ressalvou a defesa feita pelo presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, e «o pedido de calma» aos agentes desportivos feito na quinta-feira pelo organismo que tutela o futebol português.


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