Domingos Paciência

«Não se resolvem problemas de 30 anos em 6 meses»


O treinador do Sporting vincou o seu descontentamento e insurgiu-se contra as críticas, lamentando as vozes que falam do clube de forma «ressabiada».

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Domingos Paciência mostrou-se hoje insatisfeito com a onda de críticas que caiu sobre a equipa do Sporting nas últimas semanas, que já levou mesmo o presidente Godinho Lopes a considerar a prestação na primeira volta «aquém das expetativas».

«O responsável por isto tudo sou eu e a minha equipa, dos estados de euforia e depressão que tem havido e que leva a que não haja um discurso equilibrado. Se é um ano de mudança, a equipa não pode estar aquém das expectativas», afirmou o técnico do Sporting em conferência de imprensa realizada na Academia de Alcochete. 

O treinador leonino foi mais longe no discurso e recordou mesmo as últimas décadas do clube para a defesa da sua equipa. «Quando me ligaram para ser treinador, apresentaram-me um ano de mudança. Se fizermos um apanhado do passado, em 30 anos conquistou três títulos. Quando venho para o Sporting, venho no sentido de mudança e era essa a minha obrigação e exigência. Não é em seis meses que vamos perder tudo. Houve um investimento grande, 19 jogadores novos, uns que se adaptaram facilmente e outros a quem está a custar», sublinhou.

Paralelamente, Domingos Paciência aludiu ainda às dificuldades que os seus antecessores no cargo - José Couceiro, Paulo Sérgio, Carlos Carvalhal ou Paulo Bento - sentiram ao comando do clube de Alvalade, por força das declarações de muitas figuras ligadas de alguma forma ao Sporting.

«Não é fácil trabalhar no Sporting. Vejam o que os últimos treinadores do Sporting disseram quando saíram. Quando sair do Sporting nunca vou dizer mal do clube. Há muita gente que fala do Sporting, que já passou por aqui ou que queria estar aqui, e parece que falam de uma forma ressabiada e injustificada. O mundo do Sporting é um bocado este», atirou, à margem da antevisão sobre o jogo de amanhã com o Moreirense, para a Taça da Liga.

Sobre essa partida, o treinador relativizou a pressão em torno da equipa pela série recente de resultados menos bons e confessou que fará poucas alterações. «Quem tem dado melhor resposta é quem vai participar. O Moreirense é mais um exame. Já tivemos 15 exames para o campeonato, mais três testes para a Taça e o Moreirense vem dentro daquele que é o nosso objetivo: ganhar», concluiu. 


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