Leal dos Santos

Leal dos Santos fica atolado e perde muito tempo


leal dos santos

O piloto português Ricardo Leal dos Santos (Mini), que estava em nono da geral do rali Dakar2012 ao fim de duas etapas, perdeu hoje qualquer hipótese de uma boa classificação final, ao ficar atolado na terceira etapa e chegar em 113.º.

Depois de ser segundo no primeiro dos controlos da “especial” entre San Rafael e San Juan (Argentina) e voltar a andar com os primeiros nos controlos seguintes, Leal dos Santos passou por grandes dificuldades, que não conseguiu resolver sozinho, vendo-se obrigado a esperar pelo carro de apoio.

O português da Mini chegou a San Juan com um atraso de 2:29.41 para o vencedor do dia, o que o deixa já sem qualquer hipótese de uma boa classificação final, ele que foi sétimo no ano passado.

Carlos Sousa, com o Haval da Great Wall, parece estar ao nível dos anos anteriores, terminando o dia em 11.º, a 8.21 minutos do vencedor, o espanhol Joan “Nani” Roma (Mini), vencedor com 2:26.51.

Depois já ter sido por seis vezes classificado no top-10 (e ter ganho quatro etapas), aspira de novo a um lugar entre os melhores, no final, já que é nono, a 21.46 do novo líder, o polaco Krzysztof Holowczyc, da Mini (5:51.06).

Sousa, que está engripado nestes primeiros dias de competição, teve de mudar um pneu furado e queixou-se também do piloto argentino Lucio Alvarez, que dificultou a ultrapassagem, quando foi alcançado, logo aos 40 quilómetros de uma “especial” com muito piso de pedra e passagens de rios.

Leal dos Santos caiu para 50.º da geral, a 2:50.40, enquanto Franciso Pita (SMG) fecha a lista de portugueses, no 91.º lugar da geral, a 5:07.23.

“Nani” Roma foi o vencedor do dia e Holowczyc foi segundo, 1.09. O polaco recuperou no entanto cerca de cinco minutos ao anterior líder, o francês Stéphane Peterhansel (Mini), pelo que assumiu o controlo da prova.

Volvidas três etapas, Holowczyc lidera com 54 segundos de avanço sobre o norte-americano Robby Gordon (Hummer) e 1.40 sobre o sul-africano Giniel de Villiers (Toyota).

Na frente da classificação do Dakar as diferenças ainda são pequenas, com 10 pilotos a menos de meia-hora do primeiro lugar.

Quarta-feira, os concorrentes têm pela frente a mais longa “especial” desta edição em solo argentino, na ligação entre San Juan e Chilecito.

É uma etapa de navegação exigente, com 326 quilómetros cronometrados, especialmente difíceis nos rios secos e desfiladeiros da província de La Roja.


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